Grosso modo, Scrum é um framework para melhorar a gestão e a taxa de sucesso em projetos. É aplicado na criação de produtos complexos, principalmente no ambiente de software, onde existe uma alta taxa de mudanças ao longo do desenvolvimento.
O Gathering Brasil teve várias palestras ocorrendo simultaneamente e das que eu assisti posso destacar:
- O grupo de usuários de Scrum de Recife falou sobre Definition of Done (DoD), um conceito que muitas vezes na aplicação do Scrum não se tem clareza e é mal aplicado. Eles propõem a realização de um workshop com o time do projeto, onde o time define desde o início como caracterizar que um item do backlog esteja “pronto”. Não vou entrar em detalhes neste post, mas que quiser saber mais pode ir direto nas fontes (artigo do Mitch Lacey, artigo do Dhaval Panchal).
- Ken Schwaber, um dos criadores do Scrum fez uma palestra de introdução ao tema e falou avanço do Scrum e metodologias ágeis nos últimos anos. Alguns dados impressionam, o que mais me chamou atenção é que numa pesquisa realizada sobre a adoção de metodologias de software nos EUA mostra que desde meados de 2008, a aplicação de métodos ágeis superou os métodos baseados em Waterfall.
- Boris Glogger, com quem fiz o treinamento de CSM, trouxe “6 segredos para um retrospectiva de sucesso”. Não vou me estender muito aqui, pois ele fez a publicação dos slides no seu próprio Blog, mas recomendo fortemente para aqueles que estão lutando para aplicar uma boa retrospectiva de Sprint (é... aquele que você aprendeu e aos poucos parou de fazer direito nos seus projetos).
- José Papo apresentou diferentes modelos de contratos ágeis, tema que eu pessoalmente estou batalhando para evoluir na minha empresa. A idéia básica é você evoluir dos modelos de escopo e valor fixos para um modelo de escopo variável, que permita a sua adequação à medida que o projeto evolui e mudanças ocorrem no desenvolvimento.

